O crédito da Califórnia







Roda Canto

5ª Califórnia - 1975

Letra: Aparício da Silva Rillo
Música: Mário Barbará Dornelles
Intérprete: Luiz Eugênio







Estive lendo a nota divulgada pela organização da Califórnia, argumentando sobre a prorrogação de mais umas das suas edições... é realmente uma situação difícil, não está fácil, conseguir as verbas necessárias para a realização de qualquer evento.




A história construída ao longo das décadas pela comunidade uruguaianense, enche o povo do Rio Grande do Sul de orgulho de pertencer à terra deste festival, como não lembrar de tantos clássicos produzidos naquele palco... sim, mas isso quando a organização daquele se lembrava que o resultado final de um festival, era o seu disco, era o repertório de seu disco, era o que imortalizaria aquela edição e no decorrer dos anos o nome da Califórnia, hoje parece que houve uma inversão grande, e o comprometimento da Califórnia não é mais com seu disco, sua qualidade e sim com nomes. Eu me pergunto se este descrédito que esta senhora se queixa, é algo realmente injusto, uma falta de sorte, ou se foi uma semente que a política do festival plantou, regou e cuidou pra que germinasse...se for a segunda opção, agora está na hora de colher os frutos...



Sigo a análise baseado em fatos que constatei nas edições em que participei, apenas isso...

Um festival dessa grandeza, ou de qualquer porte, tem que reformar seus conceitos e caminhar com a evolução de seu tempo;

No caso da Califórnia, não poderia deixar de permitir a participação da língua espanhola em tempos de MERCOSUL, proibe concorrendo, mas traz shows da Argentina e outros países de língua espanhola um paradoxo bastante discutível, além do mais, é como renegar sua localização geográfica e a essência doble-chapa de sua população;


Não pode censurar a inscrição de ritmos como o chamame, a zamba, a chacarera entre outros e aceitá-los em seu palco com outra nomenclatura, nada contra os artistas que usam desta prática, afinal estão defendendo seu trabalho e como se diz por aí “a tenteada é livre”... cai em descrédito quem redige uma lei mas a cumpre de forma parcial;
Não pode um festival permitir que um compositor assine seu disco como diretor artístico ou em qualquer outro âmbito de organização e também participe concorrendo, quanto mais vença a mesma edição do festival, cai em descrédito;

Em qualquer evento público, adiquirir bens pessoais com a verba destinada para tal, no mínimo, também dá descrédito;

Porque não buscar inspiração na organização de festivais que obtém sucesso atualmente?

Creio que o que falta a Califórnia vale muito mais do que dinheiro!




O que cito aqui, tenho certeza que é a ponta do iceberg, tenho poucas participações na Califórnia, mas o que vi me basta para conceituar sua política e no que toca a minha classe artística, desacreditar o festival, seguramente esse mesmo tipo de conduta foi aplicado no campo financeiro, no marketing e todos os outros por onde se ramifica a estrutura de um festival, talvez se eu abrisse aqui no blog uma interativa, “Conte o que você viu na Califórnia”, as histórias e versões não seriam poucas, mas aí também teríamos de ter mais gente comprometida e com conhecimento de causa, e estaria plenamente explicado o drama da Califórnia.

 

Minha dica aos que tem argumentos cabíveis e gostariam de ajudar a Califórnia sem expor seu nome é responder à pesquisa de pós graduação da Patricia Davila sobre a Califórnia, pelo email festival.patricia@gmail.com as questões levantadas pela Patricia não são todas, mas são bem formuladas e podem nos ajudar muito a ascender a Califórnia já que chamará a atenção do ponto de vista acadêmico.

Aí estão as seguintes questões da Patricia:

Olá, amigos.

Sou estudante de pós-graduação e estou fazendo a minha pesquisa sobre a Califórnia da Canção.
Gostaria de fazer algumas perguntas. A participação é totalmente espontânea e nomes de participantes não serão citados em meu trabalho, para garantir a privacidade.
Eu gostaria de saber o seguinte:

1) Acha a Califórnia o melhor festival? Sim ou não e por quê?
2) Acompanha festivais via rádio, internet ou pessoalmente?
3) O que acha da forma de divulgação dos festivais em geral e da Califórnia em particular?
4) Já participou de festivais? Assistindo ou concorrendo? Quais? (Se mais de cinco, cite os principais)
5) Qual a motivação para participar dos eventos?
6) Qual sua opinião se houvesse o lançamento de produtos relacionados à Califórnia, como cuia, bomba, erva-mate, indumentária ou outros?
7) Acha que seria interessante ter uma maior interatividade com o público através de redes sociais, blogs, site?
8) Pontos positivos e negativos da Califórnia?
9) Sugestões.

Agradeço imensamente a quem puder colaborar. Reforço que a participação é voluntária, mas esclareço que quem responder estará automaticamente concordando em participar deste trabalho. Quem não quiser responder a todas as perguntas e somente a algumas também será bem-vindo.


Muito obrigada.

Patricia D'Avila





Abraço pessoal.

Roberto Borges.



From: hermesrlopes@terra.com.br


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Subject: NOTA DE FALECIMENTO

Date: Mon, 6 Dec 2010 10:53:34 -0200





Bom dia a todos.....

certamente muitos dos srs.já leram esta nota , mas para os que não leram , é com este título que o o site APAISANADO anuncia a suspensão da CALIFÓRNIA 2010, por má gestão e falta de apoio financeiro a este histórico festival......não há muito o que falar , apenas a lamentar , o mês de Dezembro esta se constituindo em um mês de grandes perdas para a cultura gaúcha , MARTIN FIERRO e CALIFÓRNIA.....é uma pena......muitos dos srs. que estão lendo este e-mail talvez tenham idéias que podem ser trocadas, defeitos que podem ser apontados ,erros que estão sendo cometidos e que não estão sendo comentados para que não ocorram melindres ,realizar encontros ou até seminários sobre estas perdas que estamos sofrendo , srs,caso eu esteja dizendo bobagem me perdoem , mas caso contrário ,como diriam os antigos , VAMOS AS FALAS....nós da Serra Gaúcha estamos a disposição para colaborar tanto quanto nosso conhecimento permita.



Hermes Lopes - um amigo da nossa cultura.





projeto ESTENDENDO A MÃO.

Dica

               Quem estiver interessado em ouvir um bom disco do folklore argentino, indico este clássico, não tenho muitas informações sobre o disco, mas o cantor Jairo, faz uma leitura contemporânea e ao mesmo tempo clássica, deste que foi o maior expoente no resgate da cultura gaucha da Argentina, suas composições ganharam o mundo nas mais famosas interpretações...não preciso explicar muito, creio que a faixa de público que acessa este blog, tem conhecimento sobre este nome. No site abaixo se pode baixar o disco.
               Após escutarem, deixem sua crítica aqui no blog.

http://www.taringa.net/posts/musica/1093525/Atahualpa-por-jairo.html


Volteada

Dia 13 de novembro, de volta aqui na van do Marenco, viajando rumo à cidade de Roque Gonzales, noroeste do RS, faremos a apresentação de hoje no Clube Cultural Barrancas, viagem tranqüila, saímos as 8:15 de Pelotas, o Marenco se juntou a nós em Santana, e dali empezamos os mates e a botar os assuntos em dia, projetos do fim de ano e do começo do próximo, claro, os planos do veraneio entraram na pauta. Depois do show de hoje está cotada uma visita à Argentina amanhã 14, de lá seguiremos para Carazinho, onde gravaremos um programa de TV para divulgar a apresentação do dia 19 nesta cidade.


Outra boa notícia desta semana que passou, foi saber da classificação do tema De Barro e Luz, na 37ª Califórnia de Uruguaiana, o tema é de autoria dos amigos jaguarenses Martin César Gonçalves e Paulo Timm, estava gravado na minha voz, com o piano do Leitzke e o violino da Clarissa, foi ouvido pelo mestre Marco Aurélio Vasconcelos, que se agradou muito do poema, melodia, arranjo e pediu para gravá-lo, ficou lindo na voz dele, fiquei muito contente pela oportunidade de poder estar novamente ao lado deste intérprete que admiro muito, respeito sua trajetória e mais ainda, no palco deste festival, que como eu disse no texto Romance da Budwiser, se encontra a bastante tempo em decadência. Este ano Califórnia será realizada de uma forma mais “humilde”, com ajuda de custo e premiações quase que simbólicas, fico contente com isso, pois prefiro pensar que organização, deste que já foi o movimento cultural mais expressivo e importante do RS, esteja revendo seus conceitos e valores, e que para ir adiante, evoluindo, às vezes é necessário dar alguns passos para trás para reencontrar o caminho perdido... é importante ter humildade em todas as etapas, mas principalmente nesta...o saldo, creio e tenho fé, será positivo, pois a arte precisa deste espaço, que sem dúvida fez parte da formação musical da grande maioria da geração jovem que se vê hoje nos palcos dos festivais nativistas.

Seguindo... agora, já depois do show em Roque Gonzales, onde provamos algumas iguarias locais e fizemos uma boa apresentação, a visita à Argentina não aconteceu, e após algumas horas de sono rumamos pra Carazinho, e como o compromisso é a gravação do Jornal do Almoço só na segunda, encontramos o grupo do César e Rogério na entrada do hotel, estavam de saída, mas pus os assuntos em dia com o André e Chinchila, o domingo tivemos livre, pra descansar e descontrair, uma cerveja no calor no centro da cidade serviu pra isso...tá aí a foto dos parceros, Pardal, Vitor, Bobi, Aluísio e Junior...


depois...mais hotel, e sono...

O Marenco foi fazer a divulgação do show do dia 19, só, de guitarra e voz... depois, na van novamente, rumo a Expo Lajeado...passagem de som, hotel, tocou o fone do quarto, era o André Teixeira, perguntando em que hotel nós estávamos, resumindo: subi um andar e fui tomar um mate com ele e o Chinchila, se deu alguma risada, tiramos fotos, postamos no twitter e novamente palco...grande apresentação, público e energia nos aguardavam, num evento extremamente bem organizado...loco de bom...de passada na foto...



Aqui termino o relato do fim de semana, madrugada 01:57hmin do dia 16... estivemos todos bem, com bons trabalhos, encontramos amigos, agora as 08:30h, sairemos de volta pra Pelotas, eu estenderei mais um pouco a estrada, me vou a Sta. Vitória do Palmar, resolver uns assuntos... meu pai, Abilio Borges, me ligou hoje, perguntou por onde eu andava, pediu que fosse até lá dar uma mão, pois temos uma marcação de 60 terneiros pra fazer, bem fora de época, mas...se tiver algum parcero que queira fazer força e comer uma bola assada, prende o grito, toda a ajuda é bem vinda. adiciona betosborges@hotmail.com. De qualquer forma, só tenho a agradecer, OBRIGADO! Grande abraço gente.

Fotos da apresentação em Lageado, tiradas e cedidas gentilmente pela fotógrafa Elise Bozzetto.
























Em seguida, relato e fotos do próximo episódio.

O disco do Marcelo

             Neste final de semana passado, estive na cidade de Arroio Grande, depois de tocar na sexta em Santa Cruz com o Marenco, fui até a Expocanto no sábado e no domingo, o festival está em sua 2ª edição e teve uma expressiva participação dos músicos e compositores da região sul, que compareceram com boas composições, o festival tem um potencial grande para firmar-se, fiz um critica ao Gelson Domingues, um dos organizadores quanto a discrepância entre o valor dos shows contratados, e o valor de R$500 pagos a cada composição como ajuda de custo, ele explicou a situação com bastante coerência e crê numa melhora substancial do festival na próxima edição.
              Mas lá em A.Grande, fui presenteado com o último trabalho do Marcelo, Tempo Escrito, na minha concepção o primeiro item de um bom disco é o repertório, e este trabalho tem de sobra, eu já havia escrito aqui no blog sobre este álbum, e realmente está de parabéns este meu amigo, o Marcelo, cercou-se de gente do mais alto calibre para a concepção deste trabalho, desde os compositores, passando pelos músicos e...todos sabem das minhas reservas sobre o "trabalho" das gravadoras, mas eles se saíram muito bem no apoio gráfico que deram ao trabalho do "Canário", está de fundamento, de acordo com o Tempo Escrito, conta com a apresentação do Xirú Antunes, direção do Cristian Camargo, também na produção,arranjos, baixos, guitarrón, violões aço e nylon do Luciano Fagundes, estão ali o Comassetto, Bacchieri, Gujo, Collares, Brasileiro, Rockemabach, Nego Feio, Lisandro, Marenco, Leitzke, Clarissa, Fabianinho, eeeuu...e a captação do áudio foi do Vitor...bem, não vou falar muito mais, pois deixo que cada um tire sua conclusão...eu já tirei a minha. Parabéns Marcelo por este trabalho. Um grande abraço.
 
1 - As Tamancas do Cecêu


2 - Tempo Escrito
3 - Pra Quando Desencilhar

4 - Alpargatita

5 - Canto a Fidelço Pechada

6 - Nos Meus Olhos de Guri

7 - Cruzando a Estrada

8 - Sucessão

9 - Quem Sabe na Cruz Sem Nome

10 - Por Saber Sou Pedra e Renasço Fio

11 - Sul

12 - Feito Um Cincerro de Prata

13 - Canção de Amor e Saudade

14 - Cuñatay

15 - Seu Espinho e Flor de Tuna

Fora de ordem.

Deixo aqui publicado o email que recebi do meu amigo Sérgio Carvalho Pereira, em seguida que gravei juntamente com Lizandro Amaral a zamba Luna Cautiva, do Chango Rodriguez, fizemos essa gravação com a ajuda do Luciano Fagundes especialmente para o Continente Pampa, mesmo com bastante atraso creio que valha a pena o registro. Mais um presente que recebi e que comparto com vocês.




de sergiocp@vetorial.net

pararoberto Borges



data17 de julho de 2010 09:06

assuntoRe: LUNA CAUTIVA_LUNA CAUTIVA

enviado porvetorial

 17 jul



Beto, meu parceiro,meu amigo. Recebi este teu regalo, inestimavel, em São Gabriel. Esta amanhecendo nestes campos naturais, no coração da campanha. Vamos em viajem, Catia, Adriano e eu rumo ao Cacequi onde participaremso, a noite de um encontro familiar, uma festa dos Carvalhos. E quando menos espero, me topo com este clássico terrunho pela vóz, linda , expressiva de Roberto Borges. meu amigo, e com que orgulho digo isso. Gracias parceiro. Quem sabe poderás tocar esta no show aqui em Rio Grande no dia 24.

Estou fazendo o que está ao meu alcance, para que tenhamos, além da gravação do "Musiurg", esta já acertada, também um espetáculo gratuito para convidados e para a comunidade cultural em geral. As coisas me parecem bem encaminhadas. São gestões, pedidos, esperas. O que eu penso é que: ter voces aqui, e ainda mais o grupo todo, como me disseste que estão querendo trazer e naõ mostrar para esta gente, não compartilhar com todos, esta beleza que é a musicalidde de Aluisio R., Beto Borges, Lucino Fagundes, Silvério B. Clarissa, etc. seria uma pena.

Há uma possibilidade de que se realize um espetáculo , lá dentro da universidade, no mesmo auditório das gravações, porém à noite ou a tardinha.Para o público universitário, estamos esperando respostas a cerca do patrocinio para o cachê , aquele que te perguntei anteriormente.

Emprestei meu disco do Aluisio, o "Santa Flor" para que conhecessem a sonoridade de voces, também emprestei o DVD do Reponte , com o "purahey" onde voces estão quase todos ,com o Marenco de sobra, para terem uma visão de palco. Espero respostas.

Queria apenas pedir-te que mantivesse o Aluisio informado das minhas gestões para que , se der tudo certo, poder orgnizar, contigo, a apresentação em público também.

Grande braço, meu pessoal esta levantando, começo a ageitar as coisas para seguirmos viajem. Quero reiterar meus agradecimentos, por Luna Cautiva, mas também por Oblivion (que belesa , é um arrenjo indo, lindo, incrivel) tocou agorinha no programa inédito deste sábado. Mas poderás ouvi-la no Continente Pampa reprise de amanhã as 14 h. e na qurta às 20 h. Acha um tempinho para ouvir este programa, está extraordinário, muito pela tua ajuda. A propósito, o teu "Sul" tocou no anterior, e falei bastante do músico, arranjador, cantor, compositor e grande conhecedor do folklore da Pampa, Roberto Borges, de Santa Vitória do Palmar, se não ouviste, eu gravo pra ti.

Se tens outros temas, como os que me tens mandado, me envia por meu e-mail, ou por MSN que eles vão qualificando muito meu programa. (ex: Alfonsina e Tomara- foi uma bomba, houve gente chorando e me ligando, tu não imaginas a repercussão).

Mais uma vez gracias, o valor da amizade não pode ser medido, nem expresso por palavras, quem sabe ,poderá ser sentido apenas, pelo que nos provoca de alegria e emossão, de segurança e sentido crença na humanidade. Conte comigo meu parceiro.

Sérgio Carvalho Pereira Amigo, obrigado, nos vemos



----- Mensagem de betosborges@gmail.com ---------

Data: Sat, 17 Jul 2010 02:48:00 -0300

De: roberto Borges

Endereço para Resposta (Reply-To): roberto Borges

Assunto: LUNA CAUTIVA_LUNA CAUTIVA

Para: sergiocp@vetorial.net

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ABRAÇO VELHO AMIGO, ESPERO QUE ESTEJA A CONTENTO.



--

ROBERTO BORGES.

MSN: betosborges@hotmail.com

suldeborges.blogspot.com

Setembro_2010

I


São 9:30hmin, em casa, começando um mate, e prestando atenção na falta de assunto do momento, vagando por vários lugares, pessoas com quem conversei, trabalhos na espera... muita e pouca coisa, tudo junto na cabeça, algo que leva a pensar nada, que limpa a cabeça e ao mesmo tempo causa algum tipo de stress...acho que é a forma de vida dos tempos modernos...não há muito o que fazer, a não ser esperar o trabalho chegar.

Neste setembro, viajarei por quase 30 cidades, de ponta à ponta do RS, SC e PR...na grande maioria dos eventos em que trabalharei, estarei com Luiz Marenco, Aluísio Rockembach, Egbert Parada, Luis Clóvis Girardi, Fabrício Pardal Moura, Vitor Duarte e Edvar Nobre. Esta é a equipe escolhida pelo Marenco, para a realização de seu trabalho, pessoas em quem ele acredita, acredita que darão o melhor de si e possuem as propriedades necessárias para levar adiante sua mensagem, a mensagem de seu trabalho.



São pessoas simples, de fácil convívio, claro dentro do que o período de 1 mês permite, mas a energia é muito boa, e o saldo dos relacionamentos entre a equipe, da equipe com o público, com os contratantes, tenho certeza que será positivo, pois antes de tudo são pessoas, em cima e fora do palco, com postura muito humana.



II



Estive dois dias na Expointer realizando apresentações na Associação da raça Hereford com o Silvério e o Comassetto, também no palco principal da feira com o Marenco e fazendo uma participação na apresentação do Aluísio, ambas abaixo de muita chuva, mas a com alegria de estar na companhia de três grandes artistas que também admiro muito, Marco Aurélio Vasconcelos, Demétrio Xavier e Lizandro Amaral que emprestou sua luz a todas essas apresentações nos dando uma grande força...
também tive a não tão grata experiência de presenciar um fiscal do ECAD preencher a ficha de temas executados para posterior cobrança, com os nomes de Transito “Cocomarolorola” e “Astro Peasola”, enquanto eu lhe soletrava incessantemente os nomes e ele insistia em escrever o nome dessas pessoas que não conheço, por fim tive que tomar-lhe o formulário das mãos e preenchê-lo, essa é apenas uma das causas de tantas revoltas, por parte dos artistas, contra a máfia que envolve ECAD+gravadoras+associações...não é fácil a coisa!



Em seguida, dia 4, rumamos pra minha terra natal Granja Mangueira, 50 anos da Granja Mangueira, um pequenos lugar dentro do município de santa Vitória do Palmar onde cresci, fiz uma apresentação solo na parte da manhã para 1000 amigos que ela fez nos seus 50 anos de existência, depois do churrasco, de 8 bois, 17 ovelhas e 70KG de linguiça, o Marenco fez a apresentação de sobremesa aos convidados, uma ocasião muito rica emocionalmente falando, repleta de velhas lembranças, muitos abraços e lágrimas. De lá, no dia 5, seguimos para a cidade de Tuparendi noroeste do Estado, depois no 6 em Santo Ângelo no lançamento da edição nº 2 da revista Ronda Gaúcha, na qual o Marenco é a matéria de destaque, outra ocasião em que tivemos a oportunidade de fazer bons amigos, entre eles a Família Menezes, o Felipe Menezes, editor da revista, e que nos receberam pra um assado em sua casa.



De volta à Pelotas, chegamos na terça dia 7, dia 8 madrugada atendendo alguns trabalhos no Chuí , dia 9 estivemos no aniversário de 100 anos de Caxias do Sul, onde encontrei companheiros de ofício que não encontrava há alguns meses, estive com o Bacchieri, que me presenteou com o seu último trabalho, o Saludos, Juliana, Joca, André Teixeira, o chinchila, mestre Negrinho, o Camargo, Lizandro, Comassetto, Barcelos, Cabeça, no dia 10 Vacaria, já meio cansados agora, e neste momento, dia 11, rumbeando pra São Borja, se for possível iremos a Santo Tomé, amanhã, contrabandear alguma botella de vinho e cerveja, e assim vamos percorrendo este setembro juntamente com o Marenco levando seu trabalho a muitos lugares e sendo sempre bem recebidos, tenho a sorte do convívio com meus parceiros de estrada, que pessoal tranquilo... tenho consciência da dificuladade que é conviver confinado muitos dias dentro de um veículo, mas eles fazem questão de roformar os relacionamentos diariamente e tudo corre bem, graças a Deus. Se dá boas risadas e as críticas são sempre motivos de gozação, com o Pardal no ambiente não tem muito como ficar triste.



III



Aqui um texto que escrevi ao meu amigo Cristian Camargo, que foi homenageado por sua cidade Candiota, o Crisitan recebeu o Mérito Farroupilha da comunidade de Candiota por seus trabalhos prestados à cultura riograndense, por sua cidadania e humanidade...leiam para saber do que falo...



Já fazem alguns anos que conheço o Cristian Camargo e tenho o gosto do convívio com ele, mas antes de falar no trabalho, gostaria de dizer que é extremamente fácil estar com ele e enfrentar os caminhos e circunstâncias que se apresentam ao nosso ofício, é daquelas pessoas que tornam as os percalços mais leves, pessoa de índole fantástica, de caráter indiscutível e de uma espiritualidade muito elevada, essas qualidades formam a pessoa do Cristian e isso se reflete diretamente sobre o trabalho que ele desenvolve com a música, basta que prestemos atenção, na riqueza das melodias, na qualidade e na serenidade com que ele conduz os trabalhos próprios e dos parceiros que vem até ele solicitar suas ajuda e opinião, um profissional com o lado humano muito exposto e extremamente comprometido com a arte e os elementos mais genuínos que formam a nossa cultura, ele é daquelas pessoas que estão sempre disponíveis para o trabalho e para ajudar o próximo, um semelhante...já o vimos várias `a frente de movimentos e projetos que beneficiaram outras pessoas, e jamais chama para si a atenção, por que ele é assim...desprovido das vaidades, agradeço a ele por me deixar fazer parte do grupo de pessoas que o rodeiam e que são agraciadas pelo seu convívio, Candiota está de parabéns por este filho e por homenageá-lo em toda a sua propriedade. É merecido pelos dois lados







Parabéns amigo velho, que sigas nessa constante evolução. Um grande beijo pra ti.







Roberto Borges



PS: com o apoio do Aliuísio Rockembach, que não sabe digitar texto.





IV

Agora aqui na van, dia 14, estamos percorrendo a Rota do Sol rumo à Xangrilá, fizemos uma apresentação ontem em Canela, no CTG Querência e estivemos junto com os compadres do Marenco, o Fabiano, a Simone e a afilhada de 7 anos Maria Cândida, depois da meia noite, madrugada de hoje comemoramos o aniversário do Boby, o Luiz Clóvis Girardi, guitarreiro canhoto que acompanha o Marenco há 15 anos, e estiveram juntos em muitos capítulos importantes da música do RS, é um bom contador de histórias, ricas em detalhes, que variam entre passagens em Piratini, Camaquã e o cenário do festivais...tudo naquele tom muito engraçado e delicado, quem conhece o Boby, sabe do que estou falando.

Apresentação em Caxias



Hoje houve um adiamento da apresentação que teríamos em Viamão, devido à chuva, e tivemos tempo para descansar até mais tarde e dar uma passeada por Canela, tomando mate e olhando o comércio. Energias repostas, pegamos a estrada novamente, são 14:45 e aqui estamos.



Alguns já dormem, outros conversam, eu preparo essa atualização do blog, acabo de tirar algumas fotos e escuto um pouco de música...indo!!!



V



Romance da Budweiser



Escrevo este texto ainda sob o efeito dela, mas consigo lembrar como se fosse hoje do primeiro encontro.


Eu havia ido à Califórnia, lá pelo ano 2001¬¬/2002, defender o Milongão Sul Riograndense de autoria do Joca e do Xirú, a Califórnia naquela época, já em fase decadente, era realizada em cinco dias, um exagero, mas a verba de 1.600.000 era destinada a isso, começava na quarta-feira e terminava no domingo, eu tinha dois trabalhos, o Milongão e o show de encerramento no domingo com o Joca, que já era um pós comemorativo dos 30 anos do Festival, o que nos deu um uma folga de 3 dias para aproveitar os privilégios que uma fronteira com a Argentina pode oferecer.


Depois dos ensaios, cruzávamos a Ponte da Amizade que une o Brasil à Argentina em Paso de los Libres, e íamos desfrutar da paisagem, da linguagem, da cultura, culinária, da cerveja barata e de qualidade que tínhamos à disposição a um valor simbólico de R$2 o litro, na maioria das vezes os fregueses éramos eu e o Aluísio, sentados em alguma calçada de Libres bebendo as “BUD” de litro de baixo de uma temperatura que beirava os 40 graus na sombra, ali explanávamos sobre música, sobre os maravilhosos momentos que ela nos proporcionara em várias situações, em outros dias nos acompanhava o Joca, o Roger Morales, o Bico, o Gujo, Xirú, Negrinho...mas na maioria das vezes estávamos apenas nós dois e a Argentina. O Milongão não premiou, o show foi bom e ficamos fãs fiéis da Bud...desde então sempre que passamos em uma fronteira, estamos à procura dela. Em seguida a Budweiser foi comprada pela AMBEV, e começou a aparecer timidamente em alguns mercados brasileiros, mas o engraçado é que sempre que temos ela pra beber, aparece gente de fundamento para conversar, gente de conhecimento, mundana.

Depois novamente, em 2006, voltamos à Califórnia, dessa vez uma apresentação com o Marenco, e lá fomos nós de novo até Libres, éramos em 9 na Van, cada um trouxe 3 fardos com 6 Bud, já vislumbrando as comemorações natalinas, na aduana quase perdemos elas, mas deixaram passar depois de uma conversação, ainda hoje regularmente há alguma aposta entre os componentes do grupo do Marenco envolvendo futebol e fardos da Bud. Depois só no super mercado em Pelotas e quando havia algum patrocinador emocionado, nos pagava alguma na finaleira da noite da parrillada em Pelotas a R$7 o Litro.


Novamente eu e o Aluísio em viagem a Montevideo, em 2009, divulgando o Santa Flor encontramos ela no Mercado del Puerto acompanhada de um assado de tira.





Esse ano no carnaval, reuni R$50 de cada um na família e levei pra Barra do Chuí 42L da Bud...foi boa a função, com muito assado de tira do Uruguai, o único problema que essa cerveja tem é que as mulheres bebem tanto quanto os homens, ela é muito leve e saborosa, frutada, caiu na aprovação das esposas já que no dia posterior praticamente não havia ressaca, nos visitaram lá na Barra os pianistas Eduardo Varela e Fernando Leitzke, o Martin César Gonçalves, Zelito Ramos, Sérgio Carvalho Pereira, e Aluísio Rockembach.


 








Hoje, 12¬¬¬ de setembro, em São Borja, nos esperaram com um assado, alguma linguiça e umas Bud´s, o casal Pimenta, a Viviane e o Maíco, nos conhecemos já de larga data, a Viviane é produtora cultural, realizadora do Aldeia da Música do Mercosul em Gravataí, amiga nossa, apreciadora da arte em todos os campos, participa efetivamente da cena teatral, musical nacional, assistiu Athaualpa Yupanqui, Dúo Assad, produziu os Paralamas, Titãs e vários outros famosos, nos dá uma baita força no cenário nativista Riograndense, tivemos um almoço agradabilíssimo, antes de viajar pra o Alegrete para uma apresentação. Deixo aqui meu abraço e de meus companheiros à vocês Viví e Maíco pela recepção acolhedora e inusitada em São Borja.

Mais um capítulo do romance com a Budweiser, hoje proporcionado pelo casal Pimenta, a R$1,60 o Litro...vários.